Reserva de vagas

Quarta-feira, 15, 07 at 1:44 pm 2 comentários

O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), aprovou no dia 9 de agosto um novo sistema de inclusão social no processo seletivo da instituição. Com a decisão, a Ufes passa a ter a reserva de 40% do total de vagas de cada curso para estudantes oriundos das escolas públicas, a partir do vestibular 2008. A meta é aumentar os percentuais para 45% em 2009, e 50% em 2010, desde que a oferta de vagas seja ampliada. O Cepe também aprovou o programa de permanência na universidade para alunos em dificuldades sócio-econômicas. O sistema de reserva de vagas contemplará os estudantes que tenham cursado pelo menos quatro séries do ensino fundamental e todo o ensino médio em escola pública, e que tenham renda familiar inferior à sete salários mínimos.

Se não houver o preenchimento de todas as vagas reservadas, serão convocados os candidatos com melhor pontuação no sistema universal. Para resolver eventuais empates serão considerados os critérios de maior nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a maior nota na prova de redação, e a maior média nas provas discursivas. A renda familiar será avaliada com a apresentação da declaração feita à Receita Federal. O programa de permanência fará o acompanhamento e avaliação de desempenho dos cotistas, com a implantação de ações de assistência estudantil, como bolsas de estudos, se for o caso.

O debate sobre a reserva de vagas começou a ser feita na Ufes em 2005, com a formação de uma comissão especial. Em 2006, uma proposta foi apresentada ao Cepe, mas foi rejeitada. Em 2007, uma nova comissão, com representantes da comunidade universitária foi formada. Diversas reuniões e pesquisas foram realizadas, visando a encontrar um modelo que atendesse à realidade da Ufes e do Estado. Duas audiências públicas foram realizadas para que diversos segmentos sociais pudessem se manifestar e apresentar as suas posições. Finalmente, no dia 9 de agosto o Cepe analisou a proposta apresentada, e, após promover as alterações que julgou necessárias, aprovou a proposta de reserva de vagas.

De acordo com o projeto aprovado, o sistema de cotas na Ufes terá um perfil sócio-econômico. Serão considerados candidatos-cotistas aqueles que comprovarem ter cursado o ensino médio e pelo menos parte do ensino fundamental em escolas da rede pública. Os cotistas também deverão comprovar rendimentos familiares inferiores a sete salários mínimos. Equipes da Comissão Coordenadora do Vestibular (CCV//Ufes) irão analisar todas as inscrições de candidatos-cotistas. O Cepe decidiu que a classificação da primeira para a segunda etapa do VestUfes será por mérito, por meio das maiores pontuações. No resultado final, porém, serão considerados os critérios para o sistema universal e para a reserva de vagas.

O reitor Rubens Rasseli considerou histórica a decisão do Cepe. Segundo ele, a Ufes é a única universidade pública do Estado e por isso deve tomar as iniciativas que visem o aperfeiçoamento do modelo de ingresso ao ensino superior. Para ele, o sistema aprovado atende às expectativas da comunidade, porque adota ações de inclusão social. Rasseli acredita que o sistema aprovado poderá ser aprimorado ao longo do tempo. Ele reconhece que existem segmentos sociais com dificuldades de acesso à educação superior.

Fonte: Secretaria de Comunicação e Divulgação – Ufes

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2 comentários Add your own

  • 1. Jussara  |  Quinta-feira, 16, 07 às 12:34 pm

    Gente, iniciamos nossas aulas com discussões sobre discriminação e o sistema de cotas, vcs se lembram, né? Pois, agora, gostaria de saber o que vocês acharam da aprovação das cotas sociais pela Ufes e não das cotas raciais, como havia sido proposto inicialmente? Vcs acham que essa decisão revela racismo da academia ou foi a decisão mais acertada? Por falar nisso, vocês estão animados para o vestibular da Ufes, agora, com mais chances de passar?

    Responder
  • 2. Jussara  |  Quinta-feira, 16, 07 às 4:52 pm

    Acabei de ler os jornais, hoje, dia 16 de agosto, e fiquei, ao mesmo tempo, perplexa e com um certo sorriso de deboche nos lábios, ao ver a confusão que se instalou na Ufes ontem no protesto dos estudantes das escolas particulares contras as cotas.
    Bem, o fato é: não adianta espernear, as cotas serão mesmo implantadas em 2008 e serão 40% das vagas para alunos das escolas públicas.

    ***
    Fiquei perplexa ao ler os argumentos bobos utilizados pelos alunos das escolas particulares, do tipo: “Vão estudar!”, e também por causa do clima de animosidade que se instalou entre os dois lados, ou seja, quase rolou porrada.

    Dessa vez, não rolou, mas fui testemunha ocular da vez em que rolou porrada na Ufes, no ano passado: um aluno de escola particular quebrou o maxilar e foi levado para o hospital todo ensanguentado. (meninos, eu vi!) Também quebraram o vidro da pró-reitoria e quase sobrou pra gente… Ainda era repórter nessa época…

    O sorriso de deboche, de fato, foi porque, não posso negar, que como estudante de escola pública a vida inteira, é bom sentir um gostinho de vitória!!! hehehehe…

    Pra se conquistar algo, é preciso esforço e luta… Por isso, espero que vocês, que também são de escola pública, se sintam paticipantes dessa vitória!

    Responder

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