Tropa de elite

Quinta-feira, 20, 07 at 8:26 pm Deixe um comentário

Versão final de ‘Tropa de elite’ traz cinco minutos a mais
Longa também ganha nova narração, divisão e melhorias técnicas.

Depois de conferir a versão pirata de “Tropa de elite”, muita gente deve estar se perguntando: será que vale a pena assistir ao filme na tela grande? A resposta é sim. O longa-metragem oficial traz cinco minutos a mais, uma nova narração e melhorias significativas no som. Como resultado, o que já era considerado bom ficou ainda melhor.

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Na essência, a trama continua a mesma, sem grandes surpresas ou mudanças no final, mas a edição de diversas cenas foi refeita, com imagens acrescidas e outras cortadas.

O filme será exibido nesta quinta-feira (20) na sessão de gala que marca a abertura do Festival do Rio, fechada para convidados. O público poderá conferir a produção na sexta-feira, às 23h45, no Espaço de Cinema, também no evento. A estréia no circuito comercial é prevista para 12 de outubro.

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“Tropa de elite” revela os bastidores da atuação de policiais do Batalhão de Operações Especiais do Rio (Bope) em favelas cariocas. Na trama, Wagner Moura vive o capitão Nascimento, veterano do batalhão que busca um sucessor em sua função, para poder largar o dia-a-dia extremamente violento de seu trabalho. Numa operação, ele conhece Neto (Caio Junqueira) e André Matias (André Ramiro), que se candidatam à vaga, mas terão de provar que agüentam o tranco.

Agora com 115 minutos, o longa-metragem não é mais dividido em blocos, que apresentavam cada um dos personagens na cópia pirata. Há apenas duas divisórias pelo caminho: “seis meses antes” e “dois meses antes da chegada do Papa”. Além disso, a música de fechamento, “Numa cidade muito longe daqui”, de Leandro Sapucahy, foi trocada por “Lado A, lado B”, do Rappa.

Versão menos explicativa

A nova narração de Moura, na voz do protagonista, menos explicativa do que a da versão anterior, deixa mais espaço para que brilhe a câmera ágil do diretor José Padilha. A ação toma conta da tela em ritmo acelerado, e a tensão persiste mesmo nas cenas mais calmas, graças à atuação acertada do trio principal. A performance de Moura merece destaque, já que o ator rende um nível tão elevado de verdade a seu personagem que é até possível esquecer que ele é o vilão da atual novela das 20h.

Mas, acima de tudo, a versão final do filme enfatiza o pulo do gato do roteiro, aquele detalhe quase imperceptível que pode ser o segredo do diretor na conquista do público. Apesar de a trama ser narrada por Nascimento, o veterano do Bope que já está cansado de todos os podres e vícios do sistema, as imagens induzem a platéia a se identificar com a dupla de iniciantes, Neto e Matias.

Ingênuos, inexperientes, idealistas e afoitos por ação, os dois guiam nosso olhar pelo universo ultraviolento dos quartéis de polícia e das favelas. Como eles, vibramos a cada perseguição e sentimos náusea ao ver corrupção. Como eles, enxergamos heróis atrás da farda negra do Bope, pela falta de outros heróis.

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