Redação na mira…

Segunda-feira, 3, 07 at 10:47 am Deixe um comentário

Olá, pessoal,
Conforme prometido, estou postando o material de atualidades.
Os temas que vocês apresentaram foram:

– Democracia na América Lantina: o caso Hugo Chávez.
– Influências dos Meios de Comunicação e a chegada da TV Digital.
– Globalização da Economia e seus efeitos.
– Violência nas seguintes abordagens: familiar, na escola, urbana, do tráfico de drogas, policial
– Tropa de Elite: corrupção policial, classe média no crime, tortura.
– Meio ambiente: questões sobre o aquecimento global, desmatamento.
– Meios de transporte no Brasil (lembrando o caos aéreo, má conservação das estradas, acidentes de carro).
– Pirataria.
– Esportes: Copa do Mundo e o Pan-Americano, que foi realizado no Brasil. Nesse caso, algo ligado à superação de limites, disciplina.
– Temas abstratos também podem ser cobrados, tipo: amor, amizade, solidariedade.

Também não esqueçam de ler sobre IPTU de Vitória, CPMF, corrupção, caso Renam Calheiros e o julgamento dos mensaleiros, beleza?

Então, o lance é: leiam os textos, promovam debates e venham pra aula pra escrever.

IMPORTANTE: vasculhem o blog, desde as primeiras páginas, porque há vários textos sobre atualidades. Eles foram postados na época do Enem, lembram? Ao lado, há também os links de jornais e revistas, com conteúdo livre. No mais: Boa sorte!
(Jussara)
***
Hugo Chávez

Entenda a crise entre Chávez e a rede de TV na Venezuela

À meia-noite de domingo será extinto o sinal de um dos canais de televisão mais antigos da América Latina, RCTV – uma decisão polêmica que apresenta diferentes interpretações.
O presidente Hugo Chávez a considera o fim de uma ditadura na mídia, enquanto que o proprietário do canal a entende como o início do totalitarismo na Venezuela.
O que diz Chávez
“Estamos apenas acabando com a concessão que há mais de meio século foi dada a uma família muito rica”, disse Chávez, destacando que à meia-noite de domingo “a Venezuela alcançará a liberdade de expressão porque o país se libertará da ditadura” do meio televisivo.
O presidente anunciou em dezembro, depois da reeleição, que não renovaria a concessão da RCTV, prevista para terminar em 27 de maio. Único opositor ao governo na televisão aberta, o canal tem alcance nacional e registra as maiores audiências por suas telenovelas, programas humorísticos e de variedades.

O que diz a direção da TV
O diretor-geral da RCTV, Marcel Granier disse que “caso se confirme a decisão do governo, a Venezuela entra em uma etapa de totalitarismo, de abuso, de atropelo e de arbitrariedade”.
“Passaremos de um regime centralizador e autoritário a um regime totalitário”, enfatizou.
A batalha
A iniciativa desencadeou inúmeros protestos na Venezuela, além de críticas no exterior. O governo começou a responder às acusações, em um movimento que Chavez considera “uma das primeiras batalhas” de seu novo mandato (2007-2013).
“Os grandes meios de comunicação mundiais, essa ditadura midiática, fizeram com que uma simples questão de soberania se transformasse numa batalha internacional”, afirmou o presidente durante uma manifestação de apoio organizada pelo canal estatal Telesur, com a participação de intelectuais estrangeiros afinados ao chavismo.
Na semana passada, o Tribunal Supremo de Justiça declarou inadmissível o habeas corpus requerido pela RCTV, ao considerar que é de responsabilidade da Comissão Nacional de Telecomunicações, controlada pelo governo, “resolver o que diz respeito à autorização, uso e revogação” das concessões. A concessão da RCTV foi dada em 1953 a William H. Phelps, sogro de Granier, e foi renovada pela última vez em 1987, com uma duração de 20 anos.
O ministro de Telecomunicações, Jesse Chacón, explicou à imprensa estrangeira que o governo não pode atuar por via administrativa contra a RCTV e contra as televisões privadas que apoiaram o golpe de 2002, porque “não está inscrita legalmente em nenhuma decisão penal que houve um golpe de Estado, nem o nome de quem participou”.
O ministro revelou que a alternativa levantada pelo governo foi: “Ou renovamos e o tempo continua passando, ou aproveitamos o vencimento” das concessões. Chacón considerou que o que está em discussão na Venezuela, e o que a América Latina deveria começar a questionar, é a função dos meios na democracia: “Precisamos avaliar se representam o contrapeso ou o próprio poder, porque não há uma rotação dos meios, mas entre os presidentes, sim. Precisamos verificar se uma democracia pode conviver com um poder que cria a opinião pública”.
O professor universitário e pesquisador em comunicação, Antonoi Pasquali, considerou, por sua vez, que o que se está assistindo é um “assassinato de uma voz opositora muito importante e a um aumento progressivo da voz do mandatário”.
À meia noite de 27 de maio vencem três concessões – um canal público e dois privados -, incluída a Venevisión, do magnata Gustavo Cisneros, dono também da Direct TV e concunhado de Granier. Chacón pontuou que a RCTV e a Venevisión concentram 71% da publicidade da televisão venezuelana, que absorve 80% de toda a publicidade do país.
Afirmou também que a RCTV foi eleita porque transmite pelo canal 2, “a freqüência mais baixa é a mais eficiente” e porque já “não tem mais espectro disponível”. Classificou de “coincidência” que, além disso, seja um canal que realiza uma oposição radical. A Venevisión adotou uma linha editorial neutra a partir de 2005.

A RCTV será substituída pela TVes, uma televisão montada nas últimas semanas pelo ministro de Comunicação que será de “serviço público” e seu conteúdo ficará a cargo de produtores independentes. A Venezuela ficará então com quatro televisões de alcance nacional em televisão aberta (VHF): a estatal Venezoelana de Televisión identificada com o chavismo, a nova TVes, e as privadas Venevisión e Televen.
A única televisão de oposição que resta é a Globovisión, um canal só de informação que transmite em uma freqüência de menor alcance (UHF) em Caracas e na terceira cidade do país, Valencia, e por TV a cabo. Chacón afirmou que a RCTV poderia passar a ser transmitida por cabo, embora não tenha sido formulada ainda uma solicitação para isto.

Nova Constituição venezuelana

O presidente Hugo Chávez ameaçou cortar o fornecimento de petróleo dos Estados Unidos, nacionalizar os bancos espanhóis e expulsar os jornalistas internacionais da Venezuela, ao discursar, nesta sexta-feira (30), para milhares de partidários no centro de Caracas, no último ato da campanha pela reforma Constitucional, que será decidida em um referendo no próximo domingo. Chávez advertiu que há perigo de ocorrer uma onda de violência como parte de um plano dos Estados Unidos chamado de “Operación Tenaza”.
“Se a ‘Operación Tenaza’ for efetivada no domingo, na segunda-feira não haverá uma gota de petróleo da Venezuela nos Estados Unidos”, prometeu Chávez. “Se, no domingo, ganhar o ‘Sim’, como tudo indica, e aqui, a oligarquia e os ‘piti-yanquis’ apelarem para a violência, se quiserem nosso petróleo terão de passar 100 anos de guerra na Venezuela”, disse.

Espanha na mira
Chávez também ameaçou nacionalizar os bancos espanhóis no país (SCH e BBVA), caso o rei Juan Carlos não se desculpe pelo incidente na Cúpula Ibero-Americana, quando o monarca exigiu que se calasse durante um debate com o chefe de governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero.
“Até que o rei de Espanha peça desculpas, porque o Rei de Espanha me agrediu, não há nada a fazer (…) As empresas espanholas, tenho uma lista, compraram uns bancos, vamos nacionalizá-los novamente para colocá-los a serviço dos venezuelanos…”, ameaçou.
Jornalistas
O presidente prometeu ainda expulsar os correspondentes internacionais da Venezuela que “se dispuserem a desestabilizar” o país durante o referendo.”Se algum meio de comunicação internacional, e já conheço seus planos, tentar desestabilizar o país, seus correspondentes serão expulsos”, disse.
O líder venezuelano também ameaçou a rede local de notícias Globovisión, afirmando que “têm um plano” contra o governo: “eles dizem que depois do meio-dia (de domingo) já terão alguns resultados e que vão cumprir com sua responsabilidade de manter informados o mundo e a opinião pública”. “Se fizerem isto, vou cumprir a lei e tirá-los do ar de imediato, estou avisando a qualquer canal ou meio de comunicação que violar a lei”, completou.

Plano especial
Chávez determinou às Forças Armadas que ponham em marcha um plano especial de proteção dos campos petroleiros e das refinarias: “ordeno ao Ministério da Defesa, ao Exército, à Aviação, à Marinha de Guerra e à Guarda Nacional que, a partir de hoje, elabore planos especiais de proteção de nossos campos petroleiros e nossas refinarias”.
O presidente garantiu que o “Sim” vai vencer o referendo e disse que “não temos menos de 15 pontos” de vantagem sobre o “Não”. Segundo Chávez, as pesquisas que apontam um empate técnico foram manipuladas pela CIA (agência americana de inteligência), que “pensa, inclusive, em me matar”.

Bush x Chávez
O líder venezuelano disse ainda que “quem votar no ‘Não’ votará em George W. Bush (presidente dos EUA), eles (os opositores) estão fazendo o jogo sujo do ‘Império’ americano, nosso verdadeiro inimigo, esta é a batalha”. “Se o povo venezuelano decidir que governarei até o ano de 2050, até o ano de 2050 governarei (…) Os que votarem no ‘Sim’ estarão votando em Chávez”, disse.
O presidente disse que “em 2020, pode ser” que entregue a presidência: “acredito que a revolução possa estar bem madura (em 2020) para que possa entregar a presidência a outro revolucionário ou revolucionária para seguir construindo o socialismo do século XXI”.
Chávez afirmou que o objetivo da reforma é “transformar a Venezuela em uma potência mundial”. “Estamos acelerando a marcha para a construção de uma Venezuela socialista, uma potência no continente americano, uma potência no mundo”. Chavistas de todo o país ocuparam a avenida Bolívar e duas ruas adjacentes para ouvir seu líder, formando um gigantesco mar de camisetas vermelhas, um dia após outra enorme manifestação no mesmo local, contra a reforma.
Reação internacional
A Casa Branca manifestou sua “preocupação” com o referendo, que precisa ser “justo e livre” e destacou que os opositores à reforma constitucional têm “bons motivos para estarem descontentes”. “Estamos preocupados com que o povo não possa ter as eleições justas e livres que merecem”, disse a porta-voz da Casa Branca, Diana Perino, ao ser perguntada sobre o referendo constitucional.
Mais cedo, o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Sean McCormack, advertiu para a ausência de observadores no referendo e manifestou seu desejo de que os resultados da votação reproduzam realmente o desejo dos eleitores.
Sem observadores
“Cabe destacar que não há observadores no terreno. Portanto, o mundo não terá muitos dados à disposição sobre os procedimentos eleitorais, não somente no dia da votação, mas também no momento da contagem dos votos”, afirmou McCormack.
Nem a Organização dos Estados Americanos (OEA), nem a União Européia (UE) foram convidadas pelo governo venezuelano para observar o referendo constitucional.
Nos últimos sete dias, Chávez transformou o referendo em plebiscito sobre sua liderança e fez até três aparições públicas diárias, reduzindo a vantagem no “Não” verificada no final de outubro.
FIDEL ESCREVE CARTA DE 10 PÁGINAS A CHÁVEZ ELOGIANDO O “SOCIALISMO DE MERCADO”
29 Abr 2007 – O presidente da Venezuela Hugo Chávez anunciou neste domingo ter recebido uma carta de 10 páginas do líder cubano Fidel Castro que elogia o “socialismo de mercado” da China. “Fidel está no comando; recebi uma carta dele, a qual li várias vezes ontem à noite porque é uma carta cheia de filosofia. Fidel está pensando e muito”, afirmou Chávez aos jornalistas antes de começar a reunião de presidentes da Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba).
Chávez disse que Fidel refletiui na carta sobre a experiência do falecido guerrilheiro Ernesto Che Guevara (1928-67) e do líder chinês Mao Tse Tung (1893-1976) quando começaram os debates sobre o socialismo nos anos 60. Na carta, Fidel “falou de Mao Tse Tung e do projeto de Mao e termina dizendo como a China, com sua estratégia de socialismo de mercado, conseguiu conveter-se hoje numa superpotência e será a grande superpotência do século XXI”.
“No fundo, Fidel, depois de filosofar muito, de falar de história, do Che, do Mao, da experiência cubana e chinesa, quis dizer uma grande verdade, que é preciso admirar: o socialismo do século XXI tem de se ajustar às circunstâncias do século XXI”, comentou Chávez, sem se explicar direito.
Chávez tem sido um privilegiado porta-voz da condição de saúde de Fidel, sempre dando notícias sobre o líder cubano, que neste fim de semana é o grande ausente da primeira reunião de cúpula da Alba, em Barquisimeto (oeste de Caracas), onde se encontram Chávez e seus colegas de esquerda Evo Morales, da Bolívia, Daniel Ortega, da Nicarágua, René Preval, do Haiti, e o vice cubano Carlos Lage. Petrobras foi a primeira petrolífera internacional a fazer um acordo com o governo venezuelano de Hugo Chávez, que neste 1º de maio nacionalizou oficialmente as empresas do setor que operam no país.
O acordo com a empresa brasileira foi fechado ainda no ano passado e prevê repassar para a estatal venezuelana PDVSA o controle dos ativos que a Petrobras tem na Venezuela. Segundo a assessoria de imprensa da empresa brasileira, antes do acerto com o governo venezuelano a Petrobras produzia 42 mil barris de petróleo por dia no país -hoje, extrai cerca de 15 mil barris. A estatal brasileira não foi compensada em dinheiro, mas com participação em outros projetos de exploração de hidrocarbonetos na Venezuela.

Em janeiro, durante Cúpula dos Líderes do Mercosul, no Rio de Janeiro, a Petrobras e a PDVSA firmaram acordos para a exploração dos campos de gás em águas territoriais profundas e de petróleo na Faixa do Orinoco, tida como uma das maiores reservas do mundo, e em campos antes explorados exclusivamente pela estatal do país. Em todos esses projetos a participação da Petrobras é de 40%. A PDVSA também firmou acordo para se associar à Petrobras na construção de uma refinaria em Pernambuco. Aí, a situação se inverte: a empresa brasileira tem participação de 60% e a estatal venezuelana, de 40%.

Na última semana, várias empresas internacionais fecharam acordo para se tornarem sócias minoritárias da PDVSA em projetos de exploração de petróleo e gás na Faixa do Orinoco. Entre as companhias que aceitaram as condições do governo de Hugo Chávez estão a Sincor (Total e Statoil), a Ameriven (Chevron Texaco) e a Cerro Negro (Exxon Mobil e British Petroleum).
Apenas a empresa ConocoPhilips, que opera a associação estratégica Petrozuata, não quis assinar o acordo.

Entenda a nacionalização
A Venezuela tomará nesta terça-feira (1º de maio) o controle dos últimos empreendimentos estrangeiros na região petrolífera da Faixa do Orinoco, em uma operação que o presidente Hugo Chávez chamou de “verdadeira nacionalização”, apesar de o ato de 1º de maio ser apenas simbólico.

Cinco das seis empresas transnacionais afetadas pela medida já assinaram um memorando de entendimento com a estatal Petróleos de Venezuela SA (PDVSA) para transferir as últimas “associações estratégicas” que operavam nos campos da Faixa do Orinoco para empresas mistas que, agora, terão o país como acionista majoritário.

Em janeiro, Chávez anunciou a “nacionalização” das associações estratégicas ainda existentes para adequar a situação à Lei de Hidrocarbonetos, aprovada após a Constituição de 1999. A regra obriga a PDVSA -a indústria petrolífera que foi nacionalizada na Venezuela em 1976- a ter maioria acionária em todas as atividades petrolíferas.

Desde então, o presidente venezuelano reiterou em diversas ocasiões que, em “1º de maio”, o governo “tomará o controle dos campos petrolíferos da Faixa do Orinoco”, uma área com 55.314 quilômetros quadrados ao norte do rio de mesmo nome.

“Vamos assumir o controle das empresas que estiveram, até hoje, nas mãos de capital estrangeiro. (Elas) passam ao controle nacional, a verdadeira nacionalização”, afirmou Chávez na semana passada, ao referir-se aos campos operados há uma década por transnacionais dos Estados Unidos, da Noruega, da França e do Reino Unido. Na verdade, cinco projetos serão afetados pelas medidas.

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Jovens de classe média no crime Meio Ambiente

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